Notícias internacionais: janeiro de 2026

#Notícias

Reunimos, como habitualmente, um conjunto de notícias breves sobre alguns dos mais importantes mercados turísticos, que nos chegam através das equipas do Turismo de Portugal espalhadas pelo mundo. Confira as referências mais recentes, atualizadas em janeiro, com destaque para as dificuldades enfrentadas pelo operador turístico polaco Rego Bis, tendo sido emitido um alerta pelo Turismo de Portugal para que os operadores que tenham relações com esta empresa fiquem atentos.

Tendências

*Os conflitos geopolíticos e as alterações nas regras de entrada nos EUA vão continuar a afetar o turismo em 2026, refere um artigo da ReiseVor9. Na Alemanha, apesar das campanhas de early booking, mantém-se a incerteza sobre a procura em destinos-chave e sobre o efeito do aumento de preços em Portugal, Espanha e Grécia. 2026 vai ser marcado por adaptação estratégica, digitalização e reorganizações internas.

*Na Americas Lodging Investment Summit, líderes do setor alertaram para a queda dos EUA relativamente a outros destinos turísticos. As viagens domésticas estão estáveis, mas as viagens internacionais registaram uma queda de mais de 5% em 2025. O Mundial de Futebol pode ajudar, mas os líderes alertam para as taxas de visto, atritos nas fronteiras e barreiras políticas que podem prejudicar o que deveria ser uma grande oportunidade.

*O Global Travel Insights da Skift indica que 58% dos viajantes dos EUA planeiam viajar em 2026 e que 48% acreditam que vão realizar todas as viagens planeadas, apesar das cautelas com as finanças. Além disso, 68% esperam que os seus gastos com viagens aumentem. A inteligência artificial, a flexibilidade e a transparência são importantes no planeamento e na reserva de viagens, mas a confiança varia conforme o mercado.

*Segundo a Tui Musement, este ano, os viajantes vão planear as suas viagens em torno de experiências e eventos. City trips, grandes eventos desportivos, microaventuras locais, experiências sustentáveis, utilização da IA na organização das viagens e viagens ligadas a acontecimentos globais são as principais tendências.

*Os turistas alemães privilegiaram pacotes all inclusive e hotéis de 4 e 5 estrelas, procurando conforto e serviço completo nas reservas de 2024/25, segundo uma análise do operador turístico online Weloveholidays. A Turquia (25,6%), Baleares (18,6%) e Egito (16,2%) lideraram a procura e os casais sem filhos representaram 58,1% das reservas, famílias 24,8% e viajantes individuais 6,8%.

*Segundo a Go Jugendreisen, o mercado de viagens para jovens está a evoluir, com maior foco em experiências. Muitos jovens alemães viajam individualmente, formando grupos apenas durante a viagem; Espanha e Croácia são os destinos procurados; e as opções de alojamento vão de acampamentos a bungalows e hotéis.

*O ano turístico de 2026 está a ser encarado com otimismo. A Associação Alemã de Viagens destaca uma procura sólida por cruzeiros, viagens de longo curso e destinos balneares do Mediterrâneo oriental, no inverno e no verão. Apesar das incertezas económicas e geopolíticas, a vontade de viajar é confirmada pelo forte crescimento das reservas antecipadas, especialmente para a Turquia, Egito, Itália e Tunísia.

*O barómetro de mercado Reisebürospiegel registou um fecho de ano positivo para as agências de viagens alemãs. O turismo evoluiu favoravelmente, com destaque para os cruzeiros (+18%).

*O mercado organizado de viagens na Alemanha registou, em novembro, um aumento de 10% nas receitas, impulsionado sobretudo pelas reservas de verão. Destinos como Turquia, Egito, Itália e Espanha estão em destaque nos ‘early birds’.

*Agências de viagens e operadores turísticos encaram 2026 de forma distinta: enquanto as agências revelam maior pessimismo, os operadores mantêm uma visão globalmente positiva. Ambos concordam que o aumento dos preços e as incertezas geopolíticas terão impacto relevante na procura.

*As viagens de negócios atravessam uma fase de transformação em 2026, com menos deslocações, mas custos mais elevados e maior foco no retorno do investimento. A inteligência artificial, a consolidação das TMCs e novas regras legais reforçam o papel do travel manager como gestor estratégico da mobilidade corporativa.

*A maioria dos turistas alemães valoriza as viagens organizadas, mas rejeita pagar sobretaxas adicionais por esse formato, segundo um estudo da RTK. As agências são aconselhadas a reforçar a comunicação do valor acrescentado, destacando segurança, apoio e organização.

*Os alemães atribuem grande importância aos dias de férias, com quase metade a desejar mais tempo livre e muitos dispostos a abdicar de salário para isso. Com mais férias, a maioria viajaria mais, sobretudo com o objetivo de descansar.

*A iniciativa Futouris defende que a compensação de CO₂ no turismo continua relevante, desde que seja transparente, certificada e alinhada com o Acordo de Paris. Ainda assim, a redução direta das emissões permanece a prioridade central para o sector.

*A hotelaria alemã mantém-se otimista para 2026, apesar das preocupações com custos e inflação. A maioria dos hotéis espera um ano positivo, com forte dependência de reservas de última hora e atenção contínua ao mercado de trabalho e ao contexto geopolítico.

*Numa primeira leitura das tendências para 2026, um estudo da Belgian Travel Confederation, baseado no Travel Intelligence Report, indica um crescimento de 3% do volume de negócios face a 2025. Espanha, França, Itália, Grécia e Egito apresentam bom desempenho, enquanto Turquia, Estados Unidos e Portugal estão abaixo do nível do ano anterior.

*A associação das agências de viagens da Flandres e de Bruxelas confirma um início de ano muito positivo para as reservas de viagens, sobretudo para as férias do Carnaval, Páscoa e verão. Regista-se uma procura crescente por destinos alternativos, experiências mais personalizadas, viagens temáticas e férias com significado, que privilegiam o contacto com as comunidades locais.

*Em 2025, em França, houve um recuo de 4% no número de vendas nas agências de viagens e o número de viajantes em partida diminuiu 3% face a 2024, refere o Observatório das Entreprises du Voyage. França, Espanha e Tunísia lideram as preferências, enquanto Tailândia, Turquia, EUA, República Dominicana e EAU registam as maiores quedas. Portugal cresce (+1,2%), mas Egito (+30,9%) e Vietname (+47,5%) são os destinos com um crescimento mais expressivo.

*Ainda em França, os operadores turísticos membros do SETO cresceram em receitas no ano passado. Para 2026, os primeiros indicadores apontam para um novo aumento. Os destinos mais procurados são: Grécia, Espanha, Itália, Marrocos, França metropolitana, Tunísia, Portugal, Turquia, Egito e Reino Unido.

*O estudo TGI France da Kantar Media indica que as estadias curtas (menos de cinco dias) vão crescer significativamente em 2026: 33% dos inquiridos procuram city breaks urbanos, 23% praia, 46% museus e sítios históricos, 38% gastronomia local. Quanto aos meios de transporte, o avião lidera (44%), seguido de comboio (35%), carro e autocarro (7%).

*Segundo o estudo Global Winter Travel Pulse 2025, da Criteo, um em cada dois viajantes franceses afirmam que os preços afetam os projetos de viagem: 45% reservam com maior antecedência, 41% viajam fora da época alta e 52% privilegiam ofertas promocionais. Além disso, 44% dos franceses consideram a IA útil para ideias de destinos e 38% para descobrir atividades e visitas turísticas. O avião continua a ser o meio de transporte preferido (50%).

*Estadias mais longas, experiências mais conscientes e um planeamento cada vez mais personalizado são as tendências de viagem na Suíça, para 2026, segundo a plataforma Evaneos, que aponta ainda um crescente interesse por slow travel, destinos menos conhecidos, contacto com a natureza e viagens com foco em bem-estar e transformação pessoal, bem como um aumento de viagens em famílias multigeracionais.

*Palma de Maiorca, Tunísia, Marraquexe, Barcelona e Ibiza lideram as principais preferências dos viajantes suíços para o próximo ano, de acordo com a Easyjet Holidays. Londres, Amesterdão e Porto estão em destaque nas escapadinhas urbanas.

*Segundo o Ruefa Reisekompass 2026, 90% dos austríacos planeiam viajar em 2026, com preferência para férias de praia (54%), city breaks (41%) e wellness (35%). A Europa (80%) lidera, sendo Itália, Croácia e Alemanha os destinos preferidos, enquanto 23% escolhem destinos como Tailândia, EUA e Japão.

* A procura por soluções digitais entre os agentes de viagens está a acelerar, com destaque para a aplicação móvel da plataforma B2B RateHawk, que já soma 130 mil downloads, mais 45% do que no ano anterior. Em mercados como o italiano, metade dos parceiros utiliza ativamente a app para comparar ofertas e gerir reservas, refletindo a exigência crescente por rapidez, flexibilidade e mobilidade na intermediação turística.

* O turismo desportivo deixou de ser um nicho e afirma-se como uma oportunidade estratégica para as agências, combinando eventos, territórios e experiências ativas com elevado valor emocional. Em destaque na Bit 2026, este segmento surge como uma alavanca para criar pacotes diferenciadores, desde itinerários ligados a grandes eventos internacionais até propostas que cruzam desporto, gastronomia, paisagem e cultura local.

*Travel Counsellors identificam mudanças relevantes no comportamento dos viajantes irlandeses, com um forte crescimento dos cruzeiros, sobretudo fluviais, e uma aposta crescente em viagens mais lentas e imersivas. Destinos mais frescos ganham tração, como a Noruega, enquanto as famílias antecipam as férias para junho e julho, redesenhando o calendário tradicional da procura.

* A Ryanair registou um aumento de 6% no número de passageiros no terceiro trimestre do exercício de 2026, mesmo com uma subida média de 4% nas tarifas. A forte procura em períodos-chave sustentou o crescimento da receita, num contexto em que a companhia mantém uma base financeira sólida e perspetivas de expansão da frota e da rede.

* O setor da aviação enfrenta limitações estruturais ao crescimento, com a falta de aeronaves e motores a pressionar custos e a reduzir a flexibilidade operacional. Segundo a IATA, o desequilíbrio entre procura e oferta deverá prolongar-se até pelo menos 2031, com impactos na renovação das frotas, na eficiência energética e nos objetivos de sustentabilidade das companhias.

Uma pesquisa do Internova Travel Group refere há uma forte procura por cruzeiros para 2026, que é impulsionada por viajantes mais jovens e de luxo. Os cruzeiros marítimos são populares, mas os viajantes estão a explorar novos formatos, como escapadelas curtas e expedições de luxo para destinos remotos.

*Uma pesquisa da Click&Go Holidays revela que 32% dos irlandeses tencionam viajar no período entre janeiro e março e que 38% planeiam fazê-lo entre abril e junho. Férias de sol (53%), city breaks (20%) e cruzeiros (17%) são as preferências. De referir que 9% dos inquiridos já reservaram férias em 2026, motivados por preços, promoções, pagamentos flexíveis e receio de falta de disponibilidade.

*Segundo a CCPC, quase um em cada cinco viajantes irlandeses teve, no verão passado, problemas nas férias no estrangeiro, sendo os jovens (18-24 anos) os mais afetados (29%). Atrasos e remarcações de voos, hotéis de baixa qualidade, perda de bagagem e fraudes em sites de reservas são as principais queixas.

*Apesar do aumento do custo de vida, um estudo da Multitrip.com indica que férias no estrangeiro é uma prioridade para os irlandeses: 53% planeiam três ou mais viagens este ano e apenas 2% tencionam abdicar das férias. Muitos dos inquiridos revelaram optar por menos férias, escapadas mais curtas ou destinos mais próximos, sendo Espanha continental e as Canárias as principais preferências, e setembro o mês favorito para viajar.

*Os agentes de viagens irlandeses relatam um bom início de 2026, com um aumento nas reservas em família, cruzeiros e circuitos (Best4Travel); grande procura por cruzeiros na Ásia, Mediterrâneo e viagens em família alargada (Atlantic Travel); forte desempenho em destinos de praia, cidades europeias e long‑haul (LoveHolidays); 124 rotas reservadas numa semana – cruzeiros, escapadinhas urbanas e pacotes de inverno (Cassidy Travel); e forte procura por Espanha, EUA, Itália e Austrália, e procura crescente por Portugal (Travel Counsellors).

*No inverno 2025/2026, as viagens de lazer com pernoita dos canadianos no exterior devem atingir os 15,7 milhões. O volume de viagens para os EUA deve cair 21% em relação ao inverno anterior, enquanto que para o México, Caribe e América do Sul e Central devem registar o maior aumento. As chegadas à Europa e ao Reino Unido devem ser semelhantes às do ano passado e as chegadas à região Ásia-Pacífico devem aumentar.

*Os dinamarqueses mostram uma forte vontade de viajar em 2026, com épocas de viagem mais longas, experiências de férias mais direcionadas, maior flexibilidade e novas formas sociais de viajar, de acordo com a Spies. A agência de viagens aponta algumas tendências: crescimento das épocas intermédias; prioridade à tranquilidade, espaço e qualidade; mais experiências on-demand e especializadas; aumento das viagens a solo; e a IA como ferramenta de planeamento.

*A maioria dos dinamarqueses prefere ficar na Dinamarca nas épocas festivas, sendo o povo nórdico que menos viaja no Natal, Páscoa ou Pentecostes, segundo um estudo realizado para a TUI, que indica apenas 23% dos dinamarqueses prefere viajar para o estrangeiro. Na vizinhança, 47% dos suecos, 44% dos finlandeses e 39% dos noruegueses gostariam de viajar para o estrangeiro nas épocas festivas.

*Em Itália, o Ano Novo tornou-se num momento crucial para o turismo urbano e eventos experienciais. A ENIT indica que mais de 35% dos viajantes individuais escolhem eventos organizados nas festas de Fim de Ano, que combinam jantar, entretenimento e socialização. Uma sondagem da Speed ​​Vacanze refere que mais de 70% dos participantes escolhem as galas para solteiros por combinarem ambiente elegante e oportunidade de interação, e mais de 60% afirmam preferir eventos organizados a festas informais na véspera de Ano Novo.

*Um inquérito divulgado pela TravelNoStop, 79% dos italianos planeiam viajar para o estrangeiro em 2026, mas apenas 45% já reservaram voos. A Skyscanner indica que sexta-feira é o dia mais barato em média para voar em 2026 e que os 10 destinos mais baratos são Nápoles (Itália), Kittilä (Finlândia), Budapeste (Hungria), Londres (Reino Unidos), Atenas (Grécia), Lisboa (Portugal), Viena (Áustria), Copenhaga (Dinamarca), Istambul (Turquia) e Sal (Cabo Verde).

*De acordo com um estudo do Instituto Centouris, os viajantes alemães de todas as faixas etárias continuam a confiar nos agentes de viagens e na consultoria personalizada, com mais de 75% dos inquiridos a valorizar o aconselhamento presencial. A tendência aponta para um modelo híbrido, com soluções digitais, mobile e personalizadas com o contacto humano.

*À semelhança da Spies e da Apollo Rejser, a agência de viagens nórdica Sunweb também indica que as viagens fora da época alta são uma tendência crescente. Afinal, os preços são mais baixos, o clima é mais ameno e há menos turistas. Isso faz com que algumas agências prolonguem a época de verão.

*Um estudo do NBTC indica que 88% dos neerlandeses planeia viajar em 2026, com Espanha a manter-se como o destino europeu favorito, seguida de Itália, França e Grécia. Os meses mais populares são maio, julho e agosto; há um aumento do uso do carro (41%); e os hotéis permanecem a opção principal de alojamento (41%).

*Em 2026, os neerlandeses vão viajar mais vezes, de forma mais consciente e com expectativas mais altas, aponta um estudo da ANVR e da NIQ, que acrescenta que o crescimento é impulsionado pelos seniores com maior poder de compra e pelas viagens intergeracionais. As ‘coolcations’ para destinos mais frescos (Escandinávia) estão em alta, apesar de destinos tradicionais como Espanha, França, Itália, Portugal e Grécia continuarem populares.

*Também a Vakantiemonitor da ANWB indica que, apesar da instabilidade global, 85% dos neerlandeses pretende viajar em 2026. Mas há mudanças no comportamento: férias mais curtas, destinos mais acessíveis e viagens mais próximas. A IA cresce como ferramenta de planeamento e 34% dos inquiridos já a usam.

*As ‘runcations’ (férias combinadas com corridas), especialmente para destinos como Maiorca, Rodes e Chipre, e o interesse por eventos desportivos locais são duas tendências apontadas por um estudo da TUI Países Baixos para o verão de 2026. Estão também em crescimento as viagens a solo (Espanha, Grécia e Turquia são os principais destinos) e destinos nostálgicos como Albânia e Macedónia do Norte ganham popularidade. O relaxamento permanece a motivação principal (61%).

*Segundo a Columbus Travel Magazine, em 2026, os neerlandeses vão manter a Europa como destino preferido, em especial França, Espanha, Itália e Alemanha. O viajante neerlandês valoriza viagens organizadas com espaço para flexibilidade e o conforto; há um aumento das viagens a solo; a IA ganha força na fase de planeamento; e a sustentabilidade é um valor partilhado, embora não seja sempre decisivo. A maioria dos viajantes reduz voos, opta por comboios e evita épocas altas.

*O relatório de tendências 2026 do NBTC aponta dez ideias que estão a moldar o turismo neerlandês: experiências que testem os limites físicos e mentais; escapadas longe do turismo de massas; experiências de descanso e bem-estar; viagens de conexão com outros; experiências offline; viagens sustentáveis; turismo regenerativo; os viajantes querem informação fiável e transparência; viagens espontâneas; e destinos seguros e de confiança.

*Especialistas alertam que o envelhecimento populacional vai ser um fator decisivo para o turismo nas próximas décadas: viajantes mais idosos procuram segurança, conforto e serviços adaptados, e os jovens tornam-se mais voláteis nas escolhas. A partir dos anos 2030, a pressão vai recair sobre infraestrutura, mobilidade e saúde; e as viagens de longa distância vão manter-se sensíveis a riscos, enquanto os destinos europeus ganham estabilidade.

*Uma análise da FlixBus às viagens dos italianos no último ano aponta duas tendências: o crescimento das cidades italianas de média dimensão, em relação aos principais destinos tradicionais, e a crescente competitividade dos autocarros, incluindo nas rotas de alta velocidade.

*A Europa regista um aumento de 7% nas despesas turísticas relacionadas com eventos até 2025: o desporto representa cerca de 40% e feiras/exposições 30%. Bélgica (+20%), Reino Unido e Irlanda (+10%) registaram os maiores crescimentos. A maior despesa foi em restauração, seguida de alojamento e transportes.

*De acordo com o Mice Climate Index da Associação dos Organizadores de Eventos, o setor de eventos na Alemanha enfrenta uma pressão crescente devido a custos elevados, escassez de profissionais qualificados, burocracia complexa e concorrência internacional. A atratividade do país para congressos e eventos corporativos tem vindo a diminuir.

Mercados

*O Turismo de Portugal divulgou um aviso informativo sobre o operador turístico polaco Rego Bis, com o objetivo de prevenir eventuais riscos comerciais para as empresas do setor. De acordo com informação disponível no mercado, o operador enfrenta dificuldades financeiras desde o final de 2025, não se tratando, para já, de uma situação de falência, mas que justifica uma atenção redobrada por parte dos parceiros. Segundo a informação recolhida, a Rego Bis acumula várias dívidas, incluindo ao Fundo de Garantia Turística (TFG), o que levou à perda da garantia obrigatória de seguro. Como consequência, o operador está impedido de comercializar pacotes turísticos com transporte aéreo incluído, podendo apenas vender serviços como alojamento ou outras experiências no destino, desde que o transporte seja assegurado diretamente pelos clientes.

O Fundo de Garantia Turística, recorde-se, destina-se a proteger os clientes finais em caso de falência do operador, assegurando reembolsos e custos de repatriamento, não abrangendo, contudo, dívidas a parceiros comerciais, como hotéis, DMCs ou outros prestadores de serviços. Apesar das limitações, o operador continua a promover estadias em Portugal, pelo que se recomenda uma avaliação cuidada de quaisquer relações comerciais atuais ou futuras, com a adoção das devidas medidas de precaução.

*A Revo Hospitality, maior operador multimarca de hotéis da Europa, pediu insolvência com gestão autónoma, afetando 125 hotéis na Alemanha e na Áustria. Apesar dos problemas de liquidez, o grupo procura investidores internacionais e garante a continuidade das operações.

*A Starcar encerrou definitivamente as suas operações após não encontrar comprador, resultando na perda de mais de 600 postos de trabalho. A frota está a ser liquidada através do comércio automóvel.

*O operador Olimar Reisen prevê crescer cerca de 5% em 2026, mantendo Portugal como principal destino. A empresa aposta na diversificação geográfica e no reforço da distribuição digital, com as agências de viagens a continuarem centrais no modelo de negócio.

*A Dertour pretende expandir a sua rede de agências físicas na Alemanha em 2026, através da aquisição de unidades economicamente sólidas. O objetivo é reforçar a presença regional e consolidar o comércio presencial.

*A plataforma GetYourGuide prepara uma entrada em bolsa que poderá ocorrer ainda no primeiro semestre, com uma avaliação estimada em cerca de cinco mil milhões de dólares. A operação deverá ter lugar em Wall Street.

*O Parlamento alemão aprovou um pacote de proteção do consumidor que obriga à inclusão de um botão de cancelamento em contratos online – uma medida que se aplica a reservas online, compras digitais e outros contratos, incluindo hotelaria, restauração e turismo.

*A IA é um motor central de eficiência, qualidade e experiência do cliente na indústria turística, mas o ser humano permanece no centro, afirma a Associação Alemã de Viagens, que apela à cooperação entre política, tecnologia e turismo para implementar a IA de forma responsável, promovendo padrões comuns, projetos-piloto e integração no sistema educativo.

*Na Alemanha, o projeto Lead 3 lançou um programa nacional de igualdade no turismo, com duração de três anos, que visa promover carreiras femininas e impulsionar mudanças estruturais nas empresas.

*A partir de 6 de junho, a easyJet vai lançar uma nova ligação direta entre Nice e o Funchal, com dois voos por semana (à terça e à quinta-feira). A easyJet Holidays propõe ainda pacotes com partida de Nice para o Funchal, que incluem voos, hotel, transferes e 23 kg de bagagem incluída.

*Entre 2026 e 2029, a Austrian Airlines vai instalar internet de alta velocidade gratuita na sua frota, usando tecnologia Starlink, que vai estar disponível em todas as rotas e para todos os passageiros.

*Também a Swiss e Edelweiss pretendem equipar toda a frota com internet de alta velocidade via Starlink, que vai permitir streaming e trabalho em cloud durante o voo, em todas as classes.

*No ano em que celebra 100 anos, a Lufthansa pretende elevar a margem operacional para 8% e continua a apostar na expansão, com a entrada na ITA e o interesse declarado na TAP Air Portugal. A data vai ser celebrada com eventos, exposições, campanhas de marketing e uma frota especial com pinturas comemorativas.

*A Lufthansa também está a estudar a criação de uma joint venture com a Fraport, operadora do Aeroporto de Frankfurt, para expandir e gerir em conjunto o Terminal 2. Criar capacidade adicional de crescimento e preparar o aeroporto para a expansão pós-2030 são os principais objetivos.

*Apesar do novo recorde de passageiros em dezembro, a Ryanair vai reduzir a capacidade em 2026 na Alemanha (vão desaparecer 24 rotas), Espanha (cortes em aeroportos regionais e encerramento de bases), França (vão ser eliminadas 25 rotas), Bélgica (redução de 22% da capacidade) e Portugal (os Açores perdem toda a operação). A capacidade está a ser redirecionada para a Suécia, Itália, Hungria, Albânia, Marrocos e Croácia. Segundo a Ryanair, Bratislava, Gdansk, Tirana, Rabat e Pescara são destinos em crescimento em 2026.

*O Aeroporto de Bruxelas vai expandir este ano a sua rede para cerca de 180 destinos, operados por 70 companhias aéreas. A Volotea estreia-se em Bruxelas com três voos semanais para as Astúrias, a Vueling adiciona Palma de Maiorca com quatro voos semanais e a TUI fly lança dois voos semanais para Kayseri (Turquia).

*O Aeroporto de Hamburgo recebeu 14,8 milhões de passageiros em 2025, atingindo 86% do tráfego pré-covid, e conseguiu reduzir tempos de espera e uma rápida entrega de bagagem. Para este ano, estão previstas novas rotas e investimentos em infraestruturas.

*Depois de um crescimento de 9% no número de passageiros em 2025 (2,3 milhões – o maior número em 16 anos), o Aeroporto de Shannon, na Irlanda, prevê um investimento de 40 milhões de euros para melhorar infraestrutura e eficiência energética e construir duas novas unidades industriais. O aeroporto vai ter 40 rotas e vai aumentar frequências.

*O limite controverso de 32 milhões de passageiros no Aeroporto de Dublin, que tem gerado tensões entre a DAA, companhias aéreas e a IATA, poderá ser removido este ano, devido à nova legislação prevista e a um possível acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia. A mudança pode abrir caminho a futuros planos de expansão e ao aumento da capacidade aeroportuária.

*O Fraunhofer Institute for Industrial Engineering projeta os hotéis de 2035 não apenas como locais para dormir, mas também como plataformas multifuncionais, ligando serviços, mobilidade e comunidade. O ‘Synergy Hub’, em áreas rurais, integra turismo, mobilidade e negócios locais; o ‘Self-Driving Hotel’ combina alojamento, transporte e serviços flexíveis; e o ‘Placemaker Hotel’ urbano inclui eventos, coworking e experiências locais.

*A Ensemble lançou o Hotel Group Desk, um serviço que pretende simplificar as reservas em grande escala para grupos hoteleiros. O serviço trata da procura de hotéis, negociações e coordenação administrativa com os parceiros hoteleiros.

*Embora a procura para 2026 se mantenha estável e a ocupação seja boa, a hotelaria austríaca enfrenta desafios, como os custos elevados, especialmente de pessoal e de manutenção de neve. A escassez de tempo dos hóspedes e a necessidade de simplificação de serviços são ainda fatores a ter em conta.

*A Hotelplan atualizou a sua marca, em janeiro de 2026, para reforçar a posição como fornecedor de férias autênticas e com boa relação qualidade-preço. A identidade destaca experiências reais, proximidade com o cliente e transparência nos preços, numa campanha nacional 360°, que abrange online, redes sociais, imprensa e outdoors.

*A Travel Centres anunciou novas adesões, que reforçam a sua posição como principal consórcio de agências de viagem na Irlanda. Entre as agências que se juntaram estão a Frosch Ireland, que adquiriu a Grogan Travel (Tuam), e a John Galligan Travel, em agosto; a Best4Travel integrou a Just Split Travel em novembro e, mais tarde, a Sky Tours (Dublin); e a Marble City Travel (Kilkenny) adquiriu a Top Class Travel (Carlow).

*Em 2025, a Travel Leaders Network adicionou mais de 300 novas agências nos EUA e no Canadá, trazendo mais de 300 milhões de dólares em vendas anuais para a rede. Nesta operação, as agências independentes ganham poder de compra e recursos sem perder a identidade da marca.

*O grupo FairMoove adquiriu a TraceDirecte e, com esta aquisição, vai complementar a sua oferta de viagens com uma experiência à medida. Com os sites FairMoove.fr, Double Sens e agora TraceDirecte, a FairMoove Travel aponta 15 milhões de euros de receitas acumuladas.

*O grupo de viagens Travelheart Family adquiriu o Ruby Travel Group, sediado em Aarhus, passando a integrar 17 agências de viagens da Dinamarca. O Ruby Travel Group, que vai integrar o ramo de negócio de lazer do grupo, com foco nas viagens à medida, é composto por Ruby Rejser (experiências de férias), Magic Tours (viagens organizadas para a Disneyland Paris), Seatravel (aluguer de veleiros e barcos fluviais) e Marathon Travel Club (viagens organizadas para maratonas).

*Para apoiar a sua expansão internacional, a Rory’s Travel Club garantiu um investimento de vários milhões de libras por parte do family office do Martin Property Group. A empresa irlandesa pretende entrar no mercado londrino e noutros mercados globais.

*A Flix entra no mercado de transfers de aeroporto e adquire a maioria da plataforma Flibco, mantendo o operador luxemburguês operativamente independente. A Flix complementa os seus serviços de autocarros interurbanos, oferecendo ligações entre cidades e aeroportos em sete países europeus.

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